Pesquisar

Redenção Vermelha


Essa semana caiu nas minhas mãos o maravilhoso jogo red dead redemption, da rockstar games. No jogo você é um caçador de recomepensas e cruza o velho oeste, mexico e outras paisagens norte americanas no melhor estilo Bang-Bang.





Além de ser muito divertido e oferecer uma infinidade de opções é também um ótimo exemplo de como o som influencia o jogo.

É fato que o estilo western já rendeu algumas das melhores trilhas para cinema de todos os tempos com Morricone e etc, esse jogo nos presenteia com ótimos sons ambiente, tiroteios de tirar o folego, sons de animais e uma infinidade de outros efeitos que nos transportam para dentro da história.

A música do jogo está o tempo todo marcando o momento em que se está. Dentro dos saloons se pode ver e ouvir o pianista tocando aquelas melodias tipicas do começo do século XX.

Durante os trajetos de cavalo pelas diferentes paisagens do jogo a música serve tanto para marcar momentos de tensão, indicando a presença de inimigos, tanto para marcar a posição geográfica, pois o jogo passeia entre o sul dos EUA e o México.

O som ambiente é muito bem construído com animais, ventos e chuva. Baixando o volume da trilha musical é possivel se guiar pelo som para caçar e conseguir dinheiro. O posicionamento dos sons nos permite perceber se os tiros estão vindo do alto, de baixo, de trás ou dos lados e o balançar dos metais e o som dos passos do jogador e seu cavalo são detalhes que podem passar desapercebidos para a maioria das pessoas, mas são fundamentais para envolver o jogador.




Mas apesar de tanta coisa e outras mais que não vou citar aqui agora, creio que o grande momento do som desse jogo se dá quando se aciona o dead-eye, uma câmera lenta onde se pode executar a mira com mais precisão. Nesses momentos a música cessa dando lugar a um som de vento misturado com as batidas do coração do personagem que passam a precisa sensação de tempo suspenso. Para marcar a quantidade de dead-eye disponível o woosh que aparece nesses momentos vai subindo de tom até que o som normal do jogo volta a tona. Fazendo desse efeito algo funcional além de bonito.

Para terminar esse post mando um link para o Wilhelm Scream. Um efeito usado em muitos filmes western que se tornou clássico e está também presente nesse jogo.

Divirtam-se

Qual o som de uma corda de 850 metros sendo tocada?

      De volta de um bom passeio e com novidades pra compartilhar. Aos poucos vou postar aqui algumas das minhas aventuras com meu Zoom H4 na Chapada do Veadeiros (GO). 

 (repare no pé-de-coelho improvisado com meia de lã que vovó costurou)


A primeira que vos apresento é uma pequena seção de gravação da Tirolesa que meus amigos fizeram por lá.

O som dos 2 cabos de aço esticados pelos 850 metros sobre o vale servindo de base para as roldanas que carregam as pessoas fazem um barulho que pode lembrar um motor e por vezes criam um som metálico que nos remete aos lasers do star wars. 

Os arquivos foram minimamente editados, isso quer dizer que eu não "limpei" os fundos, não equalizei nada nem retiriei os momentos em que as pessoas estão falando, mas quem quiser baixar e garimpar alguns trechos sinta-se a vontade. 
A licença está em Cc e você só precisa citar sua fonte.


No som acima o microfone está posicionado próximo ao tronco que sustenta toda a estrutura e o que se ouve é o som de um dos pilares ressoando.


Já esse arquivo é o som das cordas, gravadas bem de perto, conforme mostra a foto acima




Faça bom proveito, em breve algumas cachoeiras aparecerão por aqui



Eu vuvuzelo, tu vuvulezas, ele vuvuzela.


A copa do mundo de 2010 nos trouxe de volta uma antiga amiga adormecida, a corneta. Com o nome de vuvuzela a velha cornetinha de plástico que inferniza nossos ouvidos se fez estrela e brilha tomando conta conta dos nossos sentidos nessa grande festa da mídia internacional.

De olho na melhor transmissão da copa a WAVES lançou um preset de efeitos capaz de "eliminar" o zoombido e reforçar a inteligibilidade da voz do locutor.



São 3 equalizadores e 2 noise reduction que vão encontrar as frequências da vuvuzela e seus harmonicos retirando do áudio só o necessário.


Porém se você gosta da vuvuzela e não pretende ficar soprando a coitada até acabar bochechudo como o "Tontinho Gillepie"

Então você pode comprar o pacote da SAMPLELOGIC


HEXA NELES!!!

Um cláaaassico de tom e jerry


Minha memória as vezes me prega peças, mas esse episódio foi inesquecível. Rock 'n' Rodent de 1967, época de muita música boa. Jerry não deixa Tom dormir pois está tocando jazz com uma banda de ratinhos doidões.







Vale lembrar que além de ótima música os efeitos orquestrados de Tom e Jerry são fantásticos, para conseguir a perfeita sincronia tudo o som era posto na pauta e a animação criada a partir dos sons prontos.

Quando eu vejo coisas tão bem feitas utilizando uma tecnologia que hoje está tão distante tenho cada vez mais a certeza de que a facilidade é inimiga da arte.

Obrigado Carl E. Brandt por essa obra de arte sonora.

Galileo, Galileo Figaro

Essa música transforma a cena num épico... Como amo essa música, perfeita a abertura desse filme!




Aqui uma pequena doidera feita com osciladores e impressoras.... Acredite se puder.



E esse aqui é um novo clássico. Como falei com um amigo, isso é o tipo da coisa que renova minha fé no ser humano...

Editando diálogos

Amanhã começa mais uma empreitada, editar os diálogos de um filme. Pesquisando um pouco na internet achei algumas informações... Isso pode ser útil para editores de vídeo também.


Those of us doing lo/no budget indie films are often presented with truly dreadful location sound, and the job of editing the location dialog tracks is most often an exercise of cleaning up the audio as best we can. The problems I most frequently encounter are:
1. No room tones.
2. No alternate takes.
3. Very low dialog levels in relation to the ambient sound.
4. Distorted words and phrases.
5. Words cut off at an edit point.
6. Directors instructions and crew noises overlapping the dialog.
7. No EDLs.
My first "solution" to these problems is to ask for 20 second handles on the OMF files. The extra 40 seconds on each soundbite, hopefully, supplies me with some short pieces of room tone, and, with luck, alternate pieces of dialog.
My first step in the location sound editing/assembly process is to copy each soundbite in a scene onto a separate track and stretch it out to its full length. I can then find, with luck, those pieces of room tone and alternate dialog parts I need and create a "library" I can call upon.
My second step is to shorten the soundbites back to appropriate lengths. I generally leave A LOT of overlap.
Step three is to re-organize the soundbites by "noise", finding the soundbites that can be treated similarly in the noise reduction process. I create noise reduction pre-sets I can use for later scenes in the same location and a log of how different elements were treated. (I use BNR and SoundSoap Pro and often have to do multiple passes.)
The next step, if I have the material, is to replace unintelligable or distorted words and phrases and cover mouth clicks and other extraneous noises with those little pieces of room tone. I have replaced entire lines word by word and even syllable by syllable in attempts to match the original performance.
Once I have completed the noise reduction, dialog replacement and cleanup process I re-assemble the location dialog track and try to create a smooth track with crossfades, etc.
It is during this process that I create my sound list for the scene; ambience, Foley and sound FX. What I hate the most is that more than half the time I am creating an ambience that will mask the noisy location sound rather than enhance the scene.
I normally don't separate the characters on to different tracks unless I absolutely have to.
I generally don't do anything with EQ until I start the pre-mix process.

Alice no País do Barrashopping

Ontem, domingão fui assistir Alice no País das Maravilhas. Bem, preciso dizer que não me decepcionei com o filme porque já haviam me dito que andavam por ai enfeitando demais o pavão e que o filme não era tão bom assim. Eu particularmente não tenho me dado bem com essas recriações do Tim Burton...


Eu já tinha visto esse brilhante filme do Soundworks Collection, que é uma fonte inesgotável de bons conteúdos, e prestei especial atenção a partir de 3min45' quando é explicado sobre a mixagem do filme e que foram feitas 2 mix para esse filme, uma especial para o 3d com diálogos e fx mais abertos.

Heis que começa minha história... Como não havia seção em 3D no cinema perto de casa fui assistir normal mesmo. E quando estou assistindo ao filme, que surpresa, diálogos loucamente espalhados pelo cinema... Isso me lembrou o momento deste vídeo acima onde Michael Semanick que mixou os efeitos diz que quando assistiu a versão 3D sem os óculos achou que não fazia sentido e que só com os óculos pode ver o que realmente acontecia.

Eu não posso afirmar, mas creio que assisti o filme em 2D com o som do 3D....

E pra terminar por hoje...

Stop Motion

Para variar um pouco dessa vez vou postar aqui 3 experiências recentes que tive com o mundo a animação. Eu fui uma criança que gostava muito de desenhos animados, como era de se esperar eu cresci e fiquei com barba na cara e etc. No entanto parte de mim (como aquela foto do perfil mostra bem...) ainda é essa criança.

Além disso Sound design e Animação andam sempre de mãos dadas. Aproveitando resolvi juntar essas paixões e me aventurar nesse mundo. Os videos são curtos e as animações bem amadoras, mas eu gostei do resultado.


Esse tatu eu escolhi para ser a logo do meu estúdio, seria muito bom se eu pudesse criar uma série sobre ele... Vamos ver se o tempo me permite.


O Passarim foi uma idéia que está ai como rascunho. O que eu gosto dessa trilha é que nenhum dos fx ai foram retirados de banco de sons. Tudo foi gravado especialmente para essa animação usando um ZoomH4, um Rode NT2-A, um AT2021 e sintetizadores do Reason.

A Planta from eduardopolitzer on Vimeo.

A trilha sonora pode mudar o gênero do filme?


O Desinformante (The Informant!) é um filme muito interessante, trata-se da história quase verídica de um alto executivo da industria de milho nos EUA que passa a fornecer informação ao FBI sobre supostas práticas de cartel e etc.


Pelo trailer o filme parece realmente algo estilo 007 porém se você procurar bem ele está inserido na categoria comédia/drama/thriller e muito disso se dá por conta da trilha sonora.


Imagine essas cenas do cara entrando com uma escuta na pasta ou abaixo do paletó ao som dessa alegre e ironica canção!

Enfim, é um filme muito bom no qual dá pra gente pensar em como a trilha sonora te conduz dentro da narrativa indicando o que sentir, como sentir e porque sentir.

drawdio

Esse daqui tem tudo a ver com o nome do blog, o drawdio é um simples circuito que emite sons quando se estabelece uma corrente elétrica, assim temos essa divertida brincadeira!

 


Drawdio: Turn Almost Anything Into a Theremin from jay silver on Vimeo.